Há 2 ou 3 dias, em conversa com um amigo, ele diz esta pérola:
“O A prefere pagar a uma empregada a ter a B sempre estourada!”
Ora o A e a B são um casal e trabalham os 2 um número de horas equivalente… não entendo…
O meu amigo, apesar do que possam estar a pensar neste momento, não é machista, eu, apesar do que possam estar a pensar neste momento, não sou feminista, acho tão errado o 8 como o 80. Mas ainda assim não entendo…
Se pensarmos um pouco, quantas frases destas ouvimos diariamente? Quantas vezes as deixamos passar sem nos apercebermos da injustiça que carregam? Quantas vezes, nós próprios, não as dizemos? Não entendo…
Em consciência, quantos de vós chegaram a esta parte do texto sem perceber a que me refiro?
Ora bem, se ambos trabalham, porque raio é o A a pagar? Não será o dinheiro dos dois?
Então se trabalham os 2, porque raio ficaria a B estourada com o trabalho doméstico? Não deveriam ficar os dois?
Não entendo… quero dizer, se calhar até entendo, é a mentalidade tacanha e machista que impera… AINDA!
E sabem o que mais me revolta? É que somos nós, MULHERES, que alimentamos isto, quando ensinamos as meninas a cozinhar e a passar a ferro, e ensinamos os meninos a ler o jornal e a coçar os tomates!
Não entendo…
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Um post bem a tua medida…
Pois bem, tambem não entendo e não concordo! Sou a primeira lá em casa a dizer que não devia ser assim. A verdade é que as “maezinhas” querem poupar os meninos. Lá em casa, o meu irmao fazia tudo, desde arrumar a lavar a loiça. Mas quando o “menino” começou a trabalhar “coitadinho, vem tão cansado!”. Mesmo assim acho que já existe uma melhoria, quando casam, têm alguma tendencia a ajudar (pelo menos nos tempos de casamento fresco). Acho mesmo que só na próxima geração, quando forem os filhos da revolução a terem filhos… Espero que já nao haja, nessa altura, essas “separações sexistas”.
Beijos
interessante post…!
interessante mesmo…como tb de salutar o conteudo do comentario da “nous-nobre” Catia! Relatou muito bem, mesmo muito bem…! Se bem q nao estou optimista q na proxima geracao sera difertente!
e assim funciona a sociedade…!
é algo injusto sim, mas tanto um como outro contribuem para tal “estado”/ambiente!
bjsss manita e UM abraço
lol
Cátia,
Começo por te fazer umas perguntas.
Comprarias para o teu filho brincar uma tábua e um ferro? E para a tua filha? Quantos rapazes que conheces têm cozinhas de brincar? E quantas raparigas?
Começa aqui, com os brinquedos, os de menina e os de menino…
Desta vez estou como o Fontez, não creio que seja ainda na próxima geração…
Mas sim, concordo contigo, todos os meus amigos casados contribuem nos trabalhos domésticos, melhorou bastante nos últimos anos, mas ainda assim, não conheço um, um único, que levante o cu do sofá para ir passar a ferro se a mulher estiver sentada ao lado dele, mesmo que ela tenha trabalhado 12 horas e ele 8!
Está nas nossas mãos.
Beijos!
Fontez,
Pois, tal como tu tb não estou muito optimista, apesar de ver algumas melhorias, como a Cátia mencionou.
Na resposta à Cátia fiz-lhe algumas perguntas, considera as mesmas para ti.
Beijo.
Prima, não compraria uma tábua de passar a ferro nem para uma filha, nem para um filho; nao compraria uma cozinha de brincar, a não ser que fosse exactamente expresso. Acho que há tantos brinquedos, que não é preciso entrar por aí, sou mt exigentee com isso, assim como sei que vou ser /seria mt exigente com os meus filhos, sejam homens ou mulheres. Mas sei que os filhos dos meus colegas, ou futuros filhos de amigos, continuarão a ser fruto de discriminação…
Beijos
Por isso é que a minha mãe nunca me ensinou nada disso… ou eu não deixei.
beijinhos!!
Com estas simples perguntas, percebeste imediatamente onde queria chegar.
Eu não tive nenhuma cozinha, provavelmente porque não havia ou eram muito caras, mas lembro-me de cozinhar numas panelitas, umas massas e umas batatas que roubava à minha mãe… não fui infeliz por isso, nem nada que se pareça, mas cresci a saber que a mãe tinha umas tarefas e o pai outras, foi mais tarde que entendi que eram injustas as divisões. E o meu pai, nos seus quase 68 anos, ajuda a minha mãe.
O facto, é que aceitamos, achamos normal e até fazemos ou dizemos coisas que vão contra o que acreditamos, sem sequer percebermos.
Respondendo às minhas perguntas eu tb não compraria… a não ser que mo pedissem muito e nesse caso faria-o com um rapaz ou com uma rapariga (acho, pq com um filho, a decisão vem a dois).
Beijoca.
(a minha mãe foi castigada por me comprar as panelitas, mal ela dava por isso, já eu estava a dar-lhe dos meus cozinhados, que coziam ao sol dentro de água… ou melhor, as massas inchavam… mas eu gostava de saber a opinião dela sobre o sabor.
fui uma criança muito agradável)
Hummm… acho que eu própria nunca provei
Ana,
Pois é, mas a diferença é que a tua mãe tem pouco mais anos que eu!
A tua avô é capaz de ser da idade da minha mãe!
Beijinhos.
Ah. Eu acho que todos devemos saber fazer um pouco de tudo, sejamos homens ou mulheres.
No meu caso, passada a infância, afastei-me das panelas, quando fui viver sozinha, havia quem se pergunta-se como é que eu iria fazer. E fiz sempre tudo, fiz como qualquer um faz, desde que queira fazer.
Mãos temos todos e duas, quer tenhamos pilinhas ou pipis!
Eu confesso: não sei cozinhar. Mas quando, por algum motivo, tenho de ficar sozinha em casa, consigo desenrascar.me.
beijinhos
Ora nem mais!
E quando tiveres que o fazer com frequência, naturalmente aprendes, mesmo que não gostes. Exactamente como eu!
Beijinhos.
E não quero que ninguém o faça por mim, não quero é ter um “filho” da minha idade!
Ou alguém que ache que me ajuda. E que não perceba que as obrigações enquanto casal são iguais, e que não é menos macho, por isso.
Contigo é tudo ao chicote (:P )ou faz ou leva… mas acho que tens razão… Lá em casa, o meu pai tambem ajuda quando é preciso, mas nao o vejo habitualmente a limpar o pó ou a aspirar…
lol
Tu sabes que isto até mete um bocado de garganta. E que eu começo a falar e a empolgar-me, nunca mais me calo!
Bejitos
ok…aqui vai:
Adoro crianças e não prendas
E as crianças adoram brincar e nao prendas…! Prenda/objecto é uma forma de entreter a criança para brincar…!
Claro sempre na onda de respeito-brincar!
Comprarias para o teu filho brincar uma tábua e um ferro?
R:Nao! Compraria um jogo de “lego” se tivesse possibilidades…e brincaria com ele! Se fosse filha seria o mesmo…! Mas tlv nao fosse necessario comprar ,pois brincar com “ele/a” o faria dispensar de prenda.
Quantos rapazes que conheces têm cozinhas de brincar? R:Nenhum, o mesmo para raparigas
Na nossa sociedade ainda nao ha equilibro, nem pensar, mas nota-se algumas mudanças…em alguns casais…na distribuicao de tarefas domesticas…!
O machismo portugues esta bravo pois a mulher esta a triunfar fora de casa (dentro desta ja triunfa ha mt)!
é a realidade…mas sim, nota-se diferenças de ha uns anos pra ca na correlacao de actividades domesticas ainda bem…!
bjss pra vcs as 3 belas!
e um bom exemplo que conheço de uma boa e mutuo respeito nas tarefas domesticas, creio, …é um casal muito amigo…chamado:
gasedc vs atinam
bjss pra o casal e abraço!
Pois, mas esse casal não é exemplo, porque não se enquadra no que falamos aqui!
Gostei das respostas, mas, as crianças tb gostam de prendas e algumas de cozinhas, eu gostei das panelitas, e sei que teria adorado uma cozinha minha para eu chafordar. O importante era a comparação. A distinção de rapazes/raparigas.
beijo
yep entendi…!
sim eu tb adoraria na altura, mas minha mama nao me daria vista o possivel perigo q representaria…!
o tal casal nao se enquadra aqui, mas como dizia, um fabuloso casal…conheces-o?
bjss
cozinhar é um termo maioritariamente feminino…mas por acaso, é uma actividade fantastica…!
fazer algo com as nossas maos…é algo sentirmos que estamos a controlar o passo da ciencia, da arte!
ja nem sei quem me deu o gosto pela culinaria, mas penso que começou pela questao da necessidade e ajuda…!
um dia desses faço-vos um emapadao de atum (‘africanamente’ falando, é mt bom)…ou uma tarte vegetariana (mas pode-se adicionar umas fatias de peito de frango…pra quem quiser…:)
bjss dear’s!
Antes de mais, nunca ninguém me ensinou a coçar os tomates!! Conheces umas famílias estranhas…
No meu caso, nunca tive brinquedos desses, óbvio, mas cedo comecei a cozinhar, a limpar e a arrumar, ou seja, a ajudar em casa. Não gosto de nenhuma dessas tarefas, exceptuando cozinhar, pelo que optei pela empregada.
Mas o que a mim não faz qualquer sentido é ELE pagar e não os dois… isso, sim, faz-me muita confusão.
Não compreendo partilhar a vida aos bocadinhos.
Ora aqui está um belo de um post…
Em minha casa, na minha infância, éramos 11 mais o pai e a mãe, pelo que era preciso todos ajudarem… havia tarefas distribuidas por cada um e uns melhor outros mais mal lá faziamos o melhor que sabiamos… confesso que sempre evitei o ferro de passar preferia limpar o chão ou fazer as camas… a cozinhar aprendi um pouco mais tarde, a necessidade aguça o engenho, como vivo só por vezes tenho que fazer tudo mas de quando em vez tenho umas ajuditas…
Beijinhos.
Só uma curiosidade, os melhores cozinheiros são homens.
beijinhos!
Fontez,
Ouvi dizer que são fantásticos!
Eu não gosto de trabalhos domésticos… nenhum, mas que remédio!
Sempre quero ver se cozinhas bem ou é só garganta!
Beijo.
Htsousa,
Ninguém te ensinou? tchiiiii… que grande falha. Pufff, já nada é como antigamente, como deve ser!
Eu como já disse por aqui tb não gosto das tarefas domésticas, nem de cozinhar, mas como não dá para ter empregada… vou fazendo de tudo… é a vida!
Quanto ao ser ele a pagar, a verdade é que pagam os dois, mas como expressão, o meu amigo usou a frase que escrevi… apenas mais um exemplo da não igualdade.
Também não concordo que um pague seja o que for pelo outro, deve ser algo que partilham como a vida, mas os bens de cada um, esses são pessoais. Nunca aceitaria que alguém ficasse com o que os meus pais construiram, como tanto se vê por aí com os divórcios, nem nunca quereria mais do que o que é meu.
Beijo.
Viriato,
lol
Casa cheia. Apesar de ter apenas uma irmã, e de ela ter saído de casa com 18 anos (eu tinha apenas 9), como eu tb o fiz, na minha infância vivia com a casa cheia. Era uma festa, mas como deve dar para perceber fazia pouco, fui um cadito mimada, acho que sem abusos, ouvi muitos “nãos”, mas fui bastante poupada.
Quanto às ajudas… não são assim tantas, e como sou teimosa e orgulhosa (2 pecados?), tb não tenho facilidade em aceitá-las.
Beijinhos!
Ana,
Concordo, mas acho que isso é pq os homens que coznham o fazem por gosto, por opção, os outros, os que como eu não gostam, esperam que o faça a mulher ou a mãe.
beijinhos!
Olá Marta
Eu também não entendo…
Não entendo qual a diferença de ser um homem ou uma mulher a desempenhar determinado tipo de tarefa… Afinal ambos têm mãos! Que eu saiba, ainda não se trabalha com o resto
Beijinhos grandes e Feliz Natal
Muitas prendinhas
Eu gosto que me façam a refeição, não por machismo, mas sim porque não quero passar fome…
, mas veio no “contrato de compra-e-venda”.
.
Um frase machista que costumo usar quando quero chatear alguém (mulher) “que culpa tenho eu de ter nascido homem”.
Sim também tenho empregada (não sou eu que a pago), mas além de ser para poupar a mulher é para me poupar a mim e não passar um sábado de paninho e esfregona na mão.
Quanto a serem os homens a querer pagar, nunca liguei muito a isso, pelo contrário, tomara que a minha mulher ganhasse 3 ou 4 vezes mais do que eu. Se bem que sou eu que pago as despesas todas de casa
Por acaso a mim não me ensinaram a coçar os tomates, aprendi com um cãozito que tinha, mas nunca consegui fazer aquela coisa que eles fazem quando têm comixão (adiante)….
O que estou a escrever parece um testamento mas estou a gostar.
Resumindo, não sou machista sei fazer tudo em casa e ajudo, habituaram-me de pequenino nas tarefas domésticas, pois o meu pai esse sim tem micose. Mas sei muito bem ser machista quando quero e sei as feridas das mulheres
Digam o que disserem á coisas que são inatas ás mulheres e outras aos homens, é uma coisa “animal”, e só agora estou a dar conta disso que tenho uma pikena em casa….
beijinhos e abraços
Patrícia,
Pois, não entendemos.
Acho que até há quem trabalhe com o resto… mas isso é uma outra história!
Um feliz Natal tb para ti e mtas prendinhas!
Beijinhos!
Caríssimo Pedro Lopes,
Começo por lamentar que não tenha conseguido aprender tudo, seria certamente uma mais valia, mas julgo que há cirurgias que facilitam a aprendizagem!
Claro que te divertiste a escrever isto, sabias que me estavas a provocar, e até conseguiste confesso, mas me apetece agora falar de coisas inatas ao homem e à mulher… e as coisas mais “animais”, não encaixam bem no post!
Beijinhos!
Já estava à espera dessa resposta, sempre na ponta da língua
Mas como tu dizes, é outra história
Beijinhos!
lol
E previsivel né?
Beijo Patrícia!
Eu sabia que te ia provocar, por isso é que escrevi o que escrevi…
Deves saber bem que eu não sou nem nunca fui um machista, nem gosto de machistas e muito menos de feministas.
Fui ensinado a ajudar em casa e continuo a ajudar, sempre pensei toda a minha vida que se dividirmos as tarefas por todos custa muito menos.
Confesso que existem coisas que as mulheres fazem muito melhor que os homens e vice-versa. Não estou a falar no particular mas no geral.
Por exemplo eu tenho muito mais jeito para tomar conta de crianças do que muita educadora por aí, mas a passar a ferro sou um desastre total, não é que queime a roupa ou passe mal, demoro o triplo do tempo a passar e olha que me esforço por ser mais rápido.
Também te posso confessar que foi graças a mulheres que hoje sou quem sou e o que sou…
Beijinho e abraços
Ass: o pseudo-machista
Ps: daqui a uns tempos passa a ser pseudomachista o ‘-’ vai desaparecer, snif snif…
Pedro,
Eu sei que estavas a provocar-me, porque acredita, aquele comentário escrito por alguém que não conhecesse dava pano para mangas!
Concordo que há trabalhos que faço melhor e outros pior, até muitos dos ditos masculinos, e sou uma nódoa noutras coisas, acho que depende mais de cada um de nós, da personalidade, muito mais do que do sexo. Concordo que existem trabalhos em que a força física me limita… mas esses, que façam vocês, têm que nos servir para alguma coisa!
Beijinhos.
ps- é o tempo a passar e nós a envelhecer!
Ó matita, sei do que falas mas até tenho medo de comentar isto.. isto traz para aqui a minha bida pessoal hehehe. Ainda ontem lavei janelas tás a ver, lavei 18 janelas de quase 2 metros de largura e estou arrebentada e tinha o meu love a aspirar a casa e uma empregada moldava no terraço. Quem lhe paga sou EU mas não distingo de quem é o dinheiro, não faço a miníma de quanto tenho e nem quero saber desde que nos dê o que precisamos. Penso que é uma boa filosofia, não digo que somos um casal exemplar mas neste aspecto entendemo-nos perfeitamente. No entanto entendo do que falas, porque em tempos lembro me de ouvir uma conversa de uma mulher que se queixava que pagava as contas sózinha e ainda tinha de lhe pedir.. isto faz me confusão!Creio que este tipo de casal está em vias de extinção, são uma geração mais antiga e a de hoje já se enquadra melhor.. acho eu!
Bisous franceses
Pois eu não sei se estão em vias de extinção, gostava de acreditar que sim, mas na verdade apesar das muitas mudanças, o que vejo, ainda me parece pouco!
Bisous.
AHAHAHAH, oh martinha! que raio de conversa é essa?
Sabes que mulheres que se deixam meter num filme desses merecem bem a sina que têm.
Eu moro “sozinha” desde os 17 e por isso aprendi a ser bem indepente. Gajo que durma lá em casa, arruma como eu e cozinha como eu!
Era o que me faltava…
Para essa mulheres, domésticas por autodesignação: Shame on you.
Xanusca,
A mulher não se meteu nisso. Foi apenas a forma como foi dito. Como ainda são vistas as “obrigações”.
Ela tanto quanto sei mete-o na linha!
Porque raio é que tem que ser empregada? Não pode ser empregado?
E pergunta muito bem Cris.
Acho que ainda há poucos empregados domésticos… mas eu por mim preferia!