:)

Jantámos, bebemos café, fomos a um bar, sempre em espaços para não fumadores, já no carro a caminho de casa ou de outro bar:
Queres ir embora ou vamos a outro sitio?
Como queiras…
Vou mostrar-te um bar com musica ao vivo onde gosto muito de ir.
Ok

Estacionei sem qualquer dificuldade, coisa nada habitual. Uma rapariga e dois rapazes estavam a sair do bar, nem uma da manhã era, coisa nada habitual…
Mas seguimos até à zona de entrada. Estranhei não ver o anuncio de quem tocava naquela noite, mas como se ouvia musica…
Quando chegámos à porta, os meus olhos nem queriam acreditar. Autocolante azul… permitido fumar.
Se eu sei disto antes… – digo para ela, já a fazer planos de voltar ali muitas vezes!
Toco a bela da campainha e um ou dois segundos depois, a porta abre-se, desvendando um belo porteiro, cor de ébano e barba loira.
Olhou-nos de alto a baixo, espreitou se estávamos mesmo sozinhas e com a porta meio encostada começa a falar.
Não sei se sabem, mas a gerência mudou.
Não.
– Respondi sem perceber porque raio isso seria relevante, e com vontade de o empurrar para o lado e entrar naquele pequeno paraíso de fumo.
A gerência mudou… – Repetiu.
Sim…?! – Já estava a perder a paciência com o homem, eu não conhecia o gerente anterior, nem tinha intenções de conhecer o actual.
É que... – começou hesitante- …isto agora é um bar de alterne!
Ahhhh
– foi a maravilha que nos saiu, a mim e a ela.
Ele já aliviado pela confissão, sai e ficamos os três em amena cavaqueira.
Podem entrar, não tem qualquer problema, queria só avisar… – dizia ele a olhar para nós, como se fossemos um casal, vocês tão a ver…
Simpático, acompanhou-nos durante uns passos, em direcção ao carro, não sei se para garantir que íamos ou se tinha apenas vontade de nos convidar para um casting!
A gerência não mudou há muito tempo pois não? – Disse-lhe em laia de despedida.
Não! – Respondeu seguro. – Há uns dois anos ou assim!
Enfiei a cara no chão e lá fui para o carro, orgulhosa de mim, por a ter levado a um bar de alterne!
Disto tudo tiro duas conclusões.
1ª – Estou a ficar mesmo velha, já acho que mais de 2 anos sem ir a um sitio é pouco tempo. (Sim, porque eu acredito que se lá tivesse ido entretanto teria percebido, sou distraída, mas não sou cega!);
2ª Se quiser ir a um bar para fumadores, tenho que começar a frequentar bares de alterne!

Quando eu descobrir como se cola a porra do autocolante ali de lado transformo esta chafarica num local para fumadores, mas não se preocupem que já tenho uma boa exaustão de fumos! E sempre é uma alternativa para as noites de sábado! :evil:

Published in: on January 27, 2008 at 4:21 pm Comments (65)

sem palavras

No supermercado, apenas há minutos atrás:

Coscuvilheira velha – Boa tarde vizinha.
Eu (com o meu bom modo) – Boa tarde.
Coscuvilheira velha (espreitando-me a barriga) – Atão nunca mais arranja um menino?

Assim, sem tirar nem pôr… perseguem-me! Porra! Um dia destes, passo-me de vez da marmita e cometo um velhicidio!

Published in: on January 22, 2008 at 6:12 pm Comments (18)

combinações perigosas

Desculpem lá o desabafo, mas era isto ou chegava ali ao lado e partia para a ignorância…
Se há coisa que me irrita é a arte da maledicência. Não falo desse cortezinho na casaca que todos acabamos por dar, nada disso, falo dos profissionais da má-língua. Certamente conhecem alguns. Há quem não consiga falar 5 minutos sem recorrer a esta prática. Fazem-no sem o menor pudor, sem conhecimento de causa e colocam-se numa posição elevada, de quem tudo sabe, tudo vê e tudo pode dizer, em que a arrogância é a imagem de marca. Dizem-se sempre justos e que conhecem todos à légua, quando os outros falam mal, são malcriados, quando eles falam mal, são frontais, os outros são engraçadinhos, eles são bem humorados, os outros têm que falar baixo, eles podem aumentar o volume… para mim são apenas uns tristes, a quem Deus deu boa garganta e a mim deu-me bom ouvido. Ora isto nem é mau, mas em conjunto é desastroso!

Published in: on January 21, 2008 at 3:16 pm Comments (30)

a pedido I

OLÁ!!! :P

Bem deixemos os “olás” e passemos ao que interessa, este aqui apresenta-vos hoje uma novidade, uma espécie de discos pedidos. É muito simples o funcionamento, quando quiserem dedicar alguma coisa a alguém, podem usar este espaço. Contactam-me e se passar na censura, eu publico.
A ideia surgiu porque o meu amigo Zetonf queria dedicar um post a uma amiga que está com a asa avariada, mas como é um rapaz tímido, não sabia como o fazer. Eu, que também sou um rapaz tímido, desculpem, rapariga, pensei que o devia ajudar, temos que ser uns para os outros, vai daí, pensei fazer eu a publicação.

Do Zetnof para a sua amiga:

os anjos têm asas…
lindas e vulneráveis…
as vezes acontece…
e o tempo esmorece!

a amizade é xarope
da insegurança…
a asa parte a galope…
mas vem a confiança!

o destino ri-se
o homem está seguro…
o passado lá disse
e futuro é passar o muro…!

(poema do Zetnof)

Até ao próximo programa! ;)

Published in: on January 12, 2008 at 7:06 pm Comments (32)

o que o K diz à N

olá
olá
olá
olá
atão!?
olá
olá
olá
não sabes dizer mais nada!?
olá
olá
olá
olá
porra este gajo não diz nada de jeito!

Marta e CD

Se por uma hipótese remota virem um post mais estúpido que este, peço-vos encarecidamente que mo mostrem!

Published in: on January 11, 2008 at 9:21 pm Comments (11)

recordar

Não vi os Gatos no fim de ano, mas andei a espreitar o que por lá se passou. As Doce! Confesso, eu era fã e fiquei com saudades.

Passeei-me pelo You Tube e encontrei pérolas, desde a Abelha Maia, ao Tom Sawyer, ao Marco, à Heidi, e muitos, muitos mais… tive vontade de os trazer a todos para aqui, mas eu fui lá por elas e daí, são elas que aqui ficam hoje. Lamento não ter imagens. Fiquem com a letra que é um doce, salgadinho!

 Bom fim de semana!

Published in: on January 5, 2008 at 7:21 pm Comments (9)

vicio

Entrei a medo, olhando os cantos, os recantos, tentando perceber se naquele clube que me parecia privado haveria espaço para mais um voyeur!
Parecia-me vazia a casa, mas alguém deixara ali aquela droga. Confesso… nem sequer tentei resistir. Consumi a primeira dose. Sai pouco depois, esquecendo a impressão digital que me denunciaria e o perfume a pairar no ar… sai para voltar a entrar. Todos os dias, na ressaca das horas voltava ávida por mais. Consumi tudo o que me foi dado, acabando com o tempo, por entrar num estado de embriaguez profundo.
Passei por lá horas, vagueando pelos espaços, pelas aventuras, consumindo cada palavra, cada som, cada gesto, deixando um pouco de mim, entregando-me a jogos, a desafios, a sensações! Como qualquer viciado, pareceu-me no inicio que mantinha as rédeas firmes e que era meu o controlo, mas com o tempo, com o passar dos dias, das semanas, dos meses, dei por mim presa naquela casa, naquela droga, naquela sensação. Descobri-a mil vezes, na vida, em mim, nas surpresas e ironias de que são feitos os dias.
Passado que está um ano, o vicio tomou conta de mim! E eu estou feliz por isso…

Published in: on January 2, 2008 at 12:29 pm Comments (24)